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Alternativas ao Chrome em 2026: Firefox, Brave, Edge e outros navegadores para cada tipo de utilizador

Portátil com um navegador aberto numa secretária de madeira

Resposta rápida

Se queres sair do Chrome em 2026, as alternativas mais sólidas são o Firefox (independente, mantém o uBlock Origin completo e tem controlos para desligar a IA), o Brave (baseado no Chromium, bloqueia anúncios e rastreadores de origem e continua a suportar o uBlock Origin) e o Microsoft Edge (o mais compatível com o Windows, mas em processo de abandonar as extensões antigas). O Vivaldi e o Opera servem quem gosta de personalizar, e o Safari é a escolha natural em Mac e iPhone.

Nenhum é «o melhor» para toda a gente. Neste guia explicamos o que mudou no Chrome, mostramos a quota de mercado de cada navegador, comparamos as opções lado a lado e damos um método simples para mudares sem perderes marcadores, palavras-passe nem separadores.

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Imagem ilustrativa. Foto: Pexels

Porque é que tanta gente procura alternativas ao Chrome em 2026

O Chrome não ficou pior de um dia para o outro, mas três mudanças recentes levaram muitos utilizadores a pensar em trocar. A primeira é técnica: a Google terminou a transição para o Manifest V3, o novo formato das extensões. A partir do Chrome 139, as extensões do formato antigo (Manifest V2) deixaram de funcionar, e, segundo o CyberInsider, a 31 de agosto de 2026 a Google retirou da Chrome Web Store o uBlock Origin e todas as outras extensões MV2 que restavam. Quem já o tinha instalado pode mantê-lo numa versão antiga do Chrome, mas sem atualizações e sem poder reinstalar.

Uma lista em vídeo com sete alternativas ao Chrome:

Vídeo: canal Olho Na Dica. Incorporado do YouTube, com os créditos ao canal.

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Foto: WikiPimpi / Wikimedia Commons / Public domain

A segunda mudança é a inteligência artificial. Em setembro de 2025, a Google começou a integrar o assistente Gemini no Chrome, com resumos de páginas, trabalho com vários separadores e um modo de IA na barra de endereços. Há quem ache útil e há quem não queira um assistente embebido no navegador. A terceira é a dependência: o Chrome pertence a uma empresa cujo negócio principal é a publicidade, e isso pesa em quem valoriza a privacidade. Em setembro de 2025, o juiz Amit Mehta decidiu que a Google podia ficar com o Chrome, sem ser obrigada a vendê-lo, mas avisou contra o uso de práticas semelhantes nos produtos de IA.

Nada disto obriga ninguém a mudar. O Chrome continua rápido, seguro e compatível com praticamente todos os sites. A pergunta útil é outra: o que é que eu quero que o meu navegador faça por mim? Se a resposta inclui bloquear anúncios a sério, limitar o rastreamento ou evitar a IA, vale a pena conhecer as alternativas.

Quota de mercado: quem usa o quê

Os números do Statcounter para setembro de 2026 (computadores, tablets e consolas, a nível mundial) mostram que o Chrome continua muito à frente, mas que há mais concorrência do que se pensa:

NavegadorQuota mundial (setembro de 2026)
Chrome65,09 %
Edge14,64 %
Safari8,06 %
Firefox6,11 %
Opera2,38 %
Brave1,12 %
Fonte: Statcounter (computadores, tablets e consolas, setembro de 2026). Os valores variam consoante o filtro de plataforma.

Uma quota pequena não quer dizer um navegador mau. O Brave, por exemplo, tem pouco mais de 1 % mas é muito popular entre quem se preocupa com privacidade, e o Firefox, com cerca de 6 %, é o único dos grandes que não usa o motor Chromium da Google (usa o Gecko). Isto importa porque, quando quase todos os navegadores partilham o mesmo motor, uma decisão da Google acaba por afetar a maioria.

Firefox: a alternativa independente

O Firefox é desenvolvido pela Mozilla, uma organização sem fins lucrativos na origem, e usa o seu próprio motor, o Gecko. É a escolha mais óbvia para quem quer sair do ecossistema da Google sem perder funcionalidades.

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Foto: Mozilla Foundation, User:Albert Magellan / Wikimedia Commons / MPL 2

O que o Firefox tem de bom

  • Suporte completo ao uBlock Origin. A Mozilla comprometeu-se a manter o suporte a extensões Manifest V2 e V3, o que preserva as APIs que o uBlock Origin precisa. É hoje a forma mais simples de ter o bloqueador original num dos grandes navegadores.
  • Controlos de IA. A versão 148, lançada em fevereiro de 2026, trouxe controlos para desligar todas as funcionalidades de IA do navegador, o chamado «AI killswitch». Quem não quer chatbots na barra lateral pode desativá-los de uma vez.
  • Funcionalidades de produtividade. Entre as novidades das versões 148 e 149 estão a Vista Dividida (duas páginas lado a lado na mesma janela) e as Notas de Separador.
  • Proteção contra rastreamento por defeito, incluindo a proteção total contra cookies de rastreamento entre sites.

O que não agrada a todos

A Mozilla também tem apostado em IA, incluindo pesquisa com o Perplexity e conversas com chatbots na barra lateral, e avisa que os dados nesses casos ficam sujeitos à política de privacidade do fornecedor. O Firefox 149 introduziu ainda uma VPN integrada com 50 GB mensais, mas, segundo a notícia consultada, só em alguns países (Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido), por isso não contes com ela em Portugal ou no Brasil para já. Alguns sites mais antigos, feitos a pensar no Chrome, podem comportar-se de forma ligeiramente diferente, embora hoje isso seja raro.

Para quem é: quem quer um navegador independente, com bloqueio de anúncios completo e controlo total sobre a IA. É também uma ótima opção em Linux, onde costuma vir instalado.

Brave: privacidade e bloqueio de anúncios de origem

O Brave é baseado no Chromium, o mesmo motor do Chrome, por isso é muito compatível com sites e extensões da Chrome Web Store. A diferença está no que vem de série: os «Shields» bloqueiam anúncios, rastreadores e tentativas de fingerprinting logo após a instalação, sem precisares de extensões.

Para ver o Brave e o Firefox frente a frente:

Vídeo: canal CoolTechZone. Incorporado do YouTube, com os créditos ao canal.

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Foto: Justauserboy / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0

Num teste do AdBlock Tester (atualizado a 21 de outubro de 2026), o Brave foi classificado como a opção integrada mais forte entre os navegadores de uso geral, com 96 pontos, seguido do Opera (89), do DuckDuckGo (61) e do Vivaldi (43). É um teste do próprio site, que também vende produtos de bloqueio, por isso trata-o como indicação e não como veredicto, mas a tendência é consistente com o que se vê na prática.

uBlock Origin no Brave

O Brave anunciou, a 11 de agosto de 2026, que «ao contrário do Edge», vai continuar a suportar o uBlock Origin. O navegador aloja ele próprio o uBlock Origin, o AdGuard, o uMatrix e o NoScript, que podes ativar em Definições, Extensões, extensões Manifest V2. Para quem não quer abdicar do bloqueador completo mas gosta do ecossistema Chromium, é uma solução prática.

Pontos a ter em conta

  • O Brave tem um assistente de IA, o Leo, que dá acesso a vários modelos. É opcional e pode ser desligado.
  • Tem um sistema de recompensas e criptomoeda (BAT) que muita gente desativa. Não é obrigatório.
  • Por ser Chromium, depende de decisões técnicas da Google sobre o motor, embora o Brave tenha mantido funcionalidades que o Chrome removeu.

Para quem é: quem quer o menor atrito possível ao sair do Chrome, mantendo extensões, sincronização e velocidade, mas com mais privacidade de origem.

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Imagem ilustrativa. Foto: Pexels

Microsoft Edge: o mais integrado com o Windows

O Edge também é baseado no Chromium e é o segundo navegador mais usado no mundo, com 14,64 % segundo o Statcounter. Vem instalado no Windows, tem boa gestão de separadores (separadores verticais, grupos, modo de eficiência), sincroniza com a conta Microsoft e integra o Copilot, o assistente de IA da Microsoft, incluindo um modo Copilot que trabalha com vários separadores.

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Foto: SeventineGeek / Wikimedia Commons / CC0

A questão das extensões

Aqui o Edge segue o Chrome. Segundo a Malwarebytes, a Microsoft começou em agosto de 2026 a retirar as extensões Manifest V2: alguns utilizadores já veem avisos, as extensões antigas serão desativadas por defeito nos próximos meses, o objetivo é concluir a mudança para consumidores até ao fim de 2026 e a versão empresarial segue no início de 2027. O uBlock Origin clássico está entre as afetadas e tinha mais de 13 milhões de instalações no Edge. A Microsoft indica que cerca de 95 % das extensões MV2 mais usadas já migraram para o MV3, e que dos 58 casos relevantes apenas três não têm alternativa pública.

Isto não significa que não possas bloquear anúncios no Edge: há versões MV3 como o uBlock Origin Lite, que tem menos controlos finos, e outros bloqueadores migrados. Em termos de proteção integrada, o Edge usa a prevenção de rastreamento em modo «Equilibrado» por defeito, com um modo «Estrito» opcional que ainda deixa passar anúncios de pesquisa e muitos anúncios próprios dos sites.

Para quem é: quem vive no Windows e no Microsoft 365, quer o mínimo de configuração e não depende do uBlock Origin completo.

Vivaldi: o navegador para quem gosta de personalizar

O Vivaldi é feito por uma empresa norueguesa e também usa o motor Chromium, mas separa-se pela personalização: podes mover a barra de separadores para qualquer lado, agrupar separadores em pilhas, usar painéis laterais para sites e notas, criar atalhos de rato e de teclado e até definir acções automáticas. Inclui bloqueador de anúncios e de rastreadores, cliente de e-mail, calendário e leitor de feeds RSS integrados, o que o torna um «canivete suíço» para utilizadores avançados.

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Foto: Vivaldi Technologies / Wikimedia Commons / CC BY 4.0

Um aviso: no teste do AdBlock Tester, o bloqueador do Vivaldi vem por defeito em «Bloquear só rastreadores», o que deixa passar parte dos anúncios, e o Vivaldi obteve 43 pontos. Para um bloqueio mais forte tens de mudar a definição para «Bloquear rastreadores e anúncios». Como quase todos os navegadores baseados em Chromium, também sofre com a mudança de extensões para o Manifest V3.

Para quem é: quem quer um navegador à medida, com muitas funcionalidades de produtividade, e não se importa de gastar uns minutos a configurá-lo.

Opera: funcionalidades extra e o Opera GX

O Opera, com 2,38 % de quota, também é baseado no Chromium e traz de série uma VPN de navegador (um proxy, não uma VPN de sistema completa), barra lateral com mensageiros, modo de poupança de bateria e, na versão GX, controlos de memória e CPU pensados para jogadores. O bloqueador de anúncios existe, mas vem desligado por defeito; quando é ativado, obteve 89 pontos no teste citado. Há relatos de conflitos com o YouTube no Opera GX com o bloqueador ligado.

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Foto: TrumperyAphid / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0

Para quem é: quem quer muitas ferramentas num só programa e usa o navegador também para conversar e jogar. Convém ler a política de privacidade e ativar o bloqueador logo no início.

Safari: a opção natural em Mac e iPhone

O Safari é o navegador da Apple, usa o motor WebKit e só existe em macOS, iOS e iPadOS. Com 8,06 % de quota, é o terceiro mais usado. Tem excelente integração com o iCloud (palavras-passe, passkeys, cartões), é eficiente com a bateria e bloqueia o rastreamento entre sites por defeito. Não bloqueia anúncios de origem, mas aceita bloqueadores de conteúdo. Se usas Mac e iPhone, é provavelmente o melhor equilíbrio entre privacidade e comodidade, sobretudo se também usas o gestor de passkeys da Apple (vê o nosso guia sobre passkeys e autenticação em dois fatores).

E se o que procuras é anonimato?

Um navegador diferente do Chrome melhora a tua privacidade, mas não te torna anónimo. Os sites continuam a ver o teu endereço IP, e a tua conta Google, Microsoft ou Meta continua a saber o que fazes quando estás com sessão iniciada. Para anonimato a sério existem navegadores específicos, como o Tor Browser (encaminha o tráfego por três nós e esconde o IP, mas é mais lento) e o Mullvad Browser (feito para ser usado com uma VPN e reduzir o fingerprinting). Para uso do dia a dia, a combinação razoável é um navegador com bom bloqueio de rastreadores, um motor de pesquisa que não faça perfil (DuckDuckGo, Brave Search, Startpage) e, se precisares, uma VPN de confiança.

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Imagem ilustrativa. Foto: Pexels

Comparação lado a lado

NavegadorMotorBloqueio de anúncios de origemuBlock Origin completoIA integradaPlataformas
ChromeChromiumNão (só proteção de privacidade básica)Não (retirado da loja a 31/08/2026; existe a versão Lite)GeminiWindows, macOS, Linux, Android, iOS
FirefoxGeckoRastreamento sim; anúncios com extensãoSimOpcional; pode desligar tudo (v148)Windows, macOS, Linux, Android, iOS
BraveChromiumSim (Shields)Sim (MV2 ativável)Leo (opcional)Windows, macOS, Linux, Android, iOS
EdgeChromiumParcial (prevenção de rastreamento)Em fase de saída (fim de 2026)CopilotWindows, macOS, Linux, Android, iOS
VivaldiChromiumSim (configurar para «rastreadores e anúncios»)Não (MV3)Não (posição da empresa)Windows, macOS, Linux, Android
OperaChromiumSim, mas desligado por defeitoNão (MV3)Aria (opcional)Windows, macOS, Linux, Android, iOS
SafariWebKitSó rastreamento; anúncios com bloqueadorNãoFuncionalidades da ApplemacOS, iOS, iPadOS
Resumo elaborado pelo GiroMundial com base nas fontes indicadas no fim. As funcionalidades mudam com frequência; confirma nas definições de cada navegador.

Qual escolher, consoante o teu perfil

  • «Quero bloquear anúncios a sério e manter o uBlock Origin»: Firefox ou Brave.
  • «Não quero IA no navegador»: Firefox (com o controlo de IA desligado) ou Brave com o Leo desativado.
  • «Uso Windows e Microsoft 365 e não quero complicações»: Edge.
  • «Gosto de personalizar tudo»: Vivaldi.
  • «Tenho Mac e iPhone»: Safari, com um bloqueador de conteúdo se quiseres.
  • «Quero anonimato»: Tor Browser ou Mullvad Browser, sabendo que são mais lentos ou exigentes.
  • «Tenho um portátil antigo»: Firefox ou Brave costumam ser boa escolha; evita ter dezenas de separadores abertos em qualquer deles.

Como mudar de navegador sem perder nada

Mudar é mais simples do que parece. Fazer em ordem evita surpresas:

Um teste prático com vários navegadores lado a lado:

Vídeo: canal Bug Mental. Incorporado do YouTube, com os créditos ao canal.

  1. Instala o novo navegador sem apagar o Chrome. Podes usar os dois durante uns dias para te habituares.
  2. Importa marcadores, histórico e palavras-passe. Quase todos têm uma opção «Importar dados de outro navegador» nas definições; escolhe o Chrome e marca o que queres trazer.
  3. Verifica as extensões. Anota as que usas (gestor de palavras-passe, bloqueador, tradutor) e instala as equivalentes. Se usas um gestor de palavras-passe externo, basta instalar a extensão e iniciar sessão.
  4. Ativa a sincronização. Firefox, Brave, Edge e Vivaldi têm contas ou chaves próprias para sincronizar marcadores e separadores entre dispositivos.
  5. Muda o motor de pesquisa e as definições de privacidade. Escolhe um motor de que gostes e revê as permissões de localização, câmara e notificações.
  6. Define o novo navegador como predefinido e, passada uma semana, decide se queres manter o Chrome para os poucos sites que correm melhor nele.

Antes de apagares o Chrome, confirma que exportaste as palavras-passe guardadas (em Definições, Palavras-passe, Exportar) e que as apagas do ficheiro assim que as importares, porque o ficheiro exportado não está encriptado. Se queres reforçar a segurança das tuas contas, ativa também a autenticação em dois fatores, como explicamos no guia sobre passkeys e 2FA.

Os erros mais comuns ao trocar de navegador

  • Instalar três ou quatro navegadores «para testar» e deixá-los todos abertos. Gastam memória e confundem as tuas sessões. Testa um de cada vez.
  • Instalar extensões em excesso. Cada extensão é código que lê as tuas páginas. Instala só as que precisas, de editores conhecidos.
  • Achar que o modo privado é invisível. O modo privado apenas não guarda o histórico no teu dispositivo; o teu fornecedor de internet e os sites continuam a ver a ligação.
  • Ignorar as atualizações. Qualquer navegador desatualizado é um risco. Ativa as atualizações automáticas e reinicia quando for pedido.
  • Descarregar o navegador de sites desconhecidos. Usa sempre o site oficial de cada projeto ou a loja oficial do teu sistema, para evitar versões adulteradas e as burlas que explicamos em como reconhecer burlas por SMS e WhatsApp.

Desempenho e bateria: faz diferença?

Nos computadores atuais, as diferenças de velocidade entre os grandes navegadores são pequenas no dia a dia. O que mais pesa é o número de separadores abertos e de extensões. Em portáteis, a gestão de energia varia: o Edge e o Safari costumam ser eficientes nos respetivos sistemas, e o Brave e o Firefox melhoram bastante quando bloqueiam anúncios e scripts, porque há menos coisas a carregar. Se a bateria te preocupa, vê também as nossas dicas para poupar bateria no telemóvel e aplica a mesma lógica ao navegador: menos separadores, menos extensões, atualizações em dia.

Mais uma comparação em vídeo, com testes de desempenho:

Vídeo: canal Geração PC. Incorporado do YouTube, com os créditos ao canal.

O futuro: mais IA e menos extensões poderosas

A tendência para os próximos anos é clara: todos os navegadores estão a integrar assistentes de IA, e as extensões estão a tornar-se menos poderosas por motivos de segurança e desempenho. O resultado é que a escolha do navegador passa a ser também uma escolha sobre quem processa os teus dados e quanto controlo tens sobre o que ele faz. Em vez de procurares «o melhor», procura o que está mais alinhado com o teu uso e com o teu nível de conforto. E lembra-te de que podes mudar de novo daqui a um ano: os teus dados, desde que exportados ou sincronizados, vão contigo.

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Imagem ilustrativa. Foto: Pexels

Resumo final

O Chrome não vai desaparecer, mas deixou de ser a única escolha razoável. Se o que te incomoda é o fim do uBlock Origin completo, experimenta o Firefox ou o Brave. Se vives no Windows e queres simplicidade, o Edge faz o trabalho, sabendo que as extensões antigas vão acabar. Se queres personalizar, o Vivaldi; se tens Mac e iPhone, o Safari. Experimenta um de cada vez, importa os teus dados, dá-lhe uma semana e decide.

Perguntas frequentes

Qual é a melhor alternativa ao Chrome em 2026?

Não há uma resposta única. Para privacidade e bloqueio de anúncios, o Firefox e o Brave são as escolhas mais fortes. Para o Windows, o Edge é o mais integrado. Para Mac e iPhone, o Safari.

O uBlock Origin ainda funciona no Chrome?

A versão completa foi retirada da Chrome Web Store a 31 de agosto de 2026 e as extensões Manifest V2 não funcionam a partir do Chrome 139. Existe o uBlock Origin Lite, em Manifest V3, com menos capacidades. O Firefox e o Brave continuam a suportar o uBlock Origin completo.

O Brave é seguro?

Sim, é um navegador estabelecido, baseado no Chromium, com atualizações de segurança frequentes. Descarrega-o apenas do site oficial. Algumas funcionalidades, como as recompensas em criptomoeda e o assistente Leo, são opcionais.

O Firefox é mais lento do que o Chrome?

Nos computadores atuais a diferença é pequena e muitas vezes imperceptível. Alguns sites muito otimizados para o Chrome podem comportar-se de forma ligeiramente diferente, mas é raro.

Posso usar dois navegadores?

Podes e é comum: um para o dia a dia e outro para tarefas específicas, como trabalho ou sites que só funcionam bem num deles. O importante é manter ambos atualizados.

Mudar de navegador apaga as minhas palavras-passe?

Não. Os dados ficam no Chrome. Podes importá-los para o novo navegador ou exportá-los para um ficheiro. Se usas um gestor de palavras-passe externo, basta instalá-lo no novo navegador.

Fontes: Statcounter (quota de navegadores, setembro de 2026); CyberInsider (remoção do uBlock Origin da Chrome Web Store, 1 de setembro de 2026); Malwarebytes (Edge e extensões Manifest V2, agosto de 2026); Windows Central; Privacy Guides (Firefox 148 e controlos de IA); Pulse 2 (Firefox 148 e 149); AdBlock Tester (blocadores integrados, atualizado a 21 de outubro de 2026); Computerworld (Gemini no Chrome e decisão antitrust). Consultadas a 25 de outubro de 2026.

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