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Robôs na culinária: marcas, preços e onde já cozinham e servem em restaurantes (2026)

Robô de serviço branco com ecrã de olhos azuis a levar pratos

Resposta rápida

Os robôs na culinária já não são ficção: em 2026 há braços robóticos a fritar batatas em restaurantes de fast food nos Estados Unidos, máquinas de wok a saltear pratos em cadeias chinesas e robôs a levar a comida às mesas em Portugal e no Brasil. O que aparece no vídeo viral é um robô com o logótipo da OakDeer Robotics (橡鹿机器人, também escrita Xianglu), uma empresa chinesa de cozinhas robóticas apresentada na World Robot Conference em agosto de 2026.

  • Quem cozinha: a OakDeer (China), a Miso Robotics, com o robô Flippy (EUA), a Moley Robotics (Reino Unido), a Botinkit (China) e várias marcas chinesas de máquinas de wok.
  • Quem serve: a Pudu (BellaBot), a Keenon e a Bear Robotics (Servi), com robôs que já circulam em restaurantes de Lisboa e do Brasil.
  • Preços: um robô de wok chinês ronda os 50.000 a 60.000 yuan, um robô de fritura americano é alugado por cerca de 5.400 dólares por mês e um robô garçom custa a partir de uns 16.000 dólares, ou de 750 a 1.500 dólares por mês em aluguer.
  • A OakDeer não publica preços. Os números que circulam sobre os seus robôs são afirmações da própria empresa, por isso tratamo-los com cautela.
  • Cuidado com as promessas: a adoção ainda é pequena (menos de 2% das cozinhas chinesas, segundo uma análise de setembro de 2026) e, na maioria dos casos, uma pessoa continua a preparar e a colocar os ingredientes.

Neste guia explicamos quem é a empresa do robô do vídeo, que marcas existem em cada parte do mundo, quanto custam, onde já trabalham e o que é comprovado ou apenas promessa comercial. Os preços mudam depressa e muitos vêm de comunicados das próprias empresas, e dizemos sempre de onde vem cada número.

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Imagem ilustrativa. Foto: Pexels

O robô do vídeo: o que se vê e o que se sabe

O vídeo mais partilhado sobre o tema mostra um robô branco e preto, com a cara de um ecrã com olhos azuis e um gorro de cozinheiro, a saltear camarão com legumes numa frigideira. No peito, o logótipo é 橡鹿机器人, com o lema «Live Better with Robots». Quem o publicou, o utilizador @rashids_world_ no Instagram, escreveu na legenda que o robô despertou muito interesse numa exposição e usou a etiqueta #worldrobotconference.

Vídeo: @rashids_world_ no Instagram. Incorporado do Instagram, com os créditos ao autor.

O que se pode afirmar com segurança é que o robô tem o logótipo da OakDeer e que o vídeo foi gravado num evento de robótica. O que não está confirmado nas fontes que consultámos é o nome exato do modelo, o preço ou se esta unidade em concreto está a trabalhar em algum restaurante. A OakDeer apresentou na World Robot Conference três produtos de cozinha, descritos mais abaixo, e o robô humanoide com gorro de chef é a versão mais fotogénica do que a empresa mostra, mas a maior parte das cozinhas reais da marca usa máquinas fixas de wok, e não humanoides.

Para ficar claro: estamos a descrever o que vemos no vídeo e o que a empresa anuncia. Se o teu interesse é comprar ou instalar um destes robôs, a única forma de saber o preço é pedir uma proposta à fabricante, porque a OakDeer não divulga tabelas.

Quem é a OakDeer (Xianglu)

A OakDeer Robotics, chamada Xianglu nalgumas fontes e 橡鹿科技 em chinês, fabrica robôs de cozinha para restaurantes. Segundo o Futurism, que cita a imprensa chinesa, é uma empresa parcialmente estatal e as suas máquinas estarão em mais de 300 cidades e em mais de 4.000 lojas, mas esse número vem de um relatório de 2025 e não é verificável de forma independente.

A 23 de agosto de 2026, na World Robot Conference, apresentou três produtos:

ProdutoO que éO que a empresa diz
CookingMuse (厨启)Um modelo de inteligência artificial multimodal para cozinhar, treinado com dados de cozinha reais.Serve de «cérebro» para os robôs da marca.
Robô de saltear com visão 3KUma máquina de wok com três câmaras industriais de 40 megapixéis a filmar o interior da panela a 30 imagens por segundo.A IA lê os ingredientes em tempo real e ajusta o calor e o tempo, para o prato sair igual mesmo que os cortes ou o grau de descongelação variem.
Xianchao Fangzhou (现炒方舟)Uma micro-cozinha móvel e sem pessoal, com armazenamento de ingredientes já cortados, cozedura, empratamento, tratamento de fumos e autolimpeza.Descrita como um pequeno restaurante móvel que dispensa cozinheiro, instalação de exaustão e loja fixa.
Fonte: IT之家 (Xianglu Robotics, 23 de agosto de 2026) e Futurism (agosto de 2026). A fonte não indica preços nem clientes nomeados para estes três produtos.

O Futurism refere ainda, na mesma feira, um robô humanoide pequeno, o RobotCook, numa carrinha de comida totalmente automática (outra análise descreve o RobotCook como uma cozinha móvel em contentor), e uma cozinha de wok que chega aos 300 graus com dispensador de ingredientes. Num restaurante de massas em Pequim, o Yujian Weilai, em fase de testes, um braço robótico põe as taças acabadas num robô de entrega.

Vídeo: canal oficial XiangLu Robotics 橡鹿机器人. Incorporado do YouTube, com os créditos ao canal.

Robôs cozinheiros na China: onde o fenómeno cresceu mais

A China é hoje o grande laboratório dos robôs de cozinha. A razão é económica: a cozinha chinesa assenta no wok, que exige calor intenso, movimento constante e tempo exato, e os restaurantes dependem de cozinheiros caros e difíceis de encontrar. Uma análise citada em agosto de 2025 pela imprensa chinesa dizia que uma cozinha normal precisa de dois cozinheiros, com salários que somam cerca de 18.000 yuan por mês, e que cada robô pode trabalhar em cinco ou seis fogões ao mesmo tempo.

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Foto: Taiwan Presidential Office / Wikimedia Commons / CC BY 4.0
Marca ou projetoO que fazPreço e dados divulgados
Robôs de wok em cadeias chinesas (média citada em 2025)Cozinham pratos como carne de porco desfiada ao estilo Sichuan, ovos com tomate e frango Kung Pao.Cerca de 50.000 yuan por unidade (por volta de 7.000 dólares), segundo a imprensa chinesa em 2025.
Bawan (Changsha)Cadeia de restaurantes com robôs de cozinha desenvolvidos por ela própria, já na terceira geração.Mais de 500 pontos usam esses robôs. Preço não indicado.
Xiaocaiyuan (cozinha de Anhui)Cadeia cotada em Hong Kong que usa cozinheiros robóticos em alguns pontos desde 2023.O prospeto prevê usar parte da oferta de ações para comprar 3.000 robôs, uma compra estimada em 150 milhões de yuan.
T-chefRobô de wok para restaurantes casuais.Cerca de 60.000 yuan (uns 8.400 dólares); custo de funcionamento de uns 600 yuan por mês, com componentes dimensionados para 8 a 10 anos (dados da KrASIA, novembro de 2025).
Botinkit (Shenzhen, fundada em 2021)O modelo Omni guia o operador pelas receitas num ecrã tátil.A empresa afirma reduzir os custos de mão de obra em 30% e o desperdício de comida e tempero em 10%.
OakDeer (Xianglu)Robôs de wok, micro-cozinhas móveis e um humanoide com gorro de chef.Preços não divulgados. Afirma recuperar o investimento em 12 a 15 meses numa loja que sirva 100 refeições por dia.
Fontes: The Star/China Daily (23 de agosto de 2025), KrASIA (novembro de 2025), SCMP (novembro de 2024), Futurism (agosto de 2026). Conversões aproximadas; várias cifras são das próprias empresas.
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Imagem ilustrativa. Foto: Pexels

O restaurante de Hangzhou onde quase tudo é robô

Em finais de janeiro de 2026 abriu em Hangzhou, na província de Zhejiang, um restaurante de dois andares e cerca de 260 metros quadrados com mais de dez robôs coordenados, segundo o Global Times. Os robôs saltam, cozem massa, fazem café e gelados, levam os pratos às mesas e limpam. Um robô de massa cozinha até cinco taças ao mesmo tempo em cerca de três minutos, e um prato de frango às três chávenas, incluindo a lavagem do wok, demora cerca de cinco minutos, segundo uma contagem de um jornalista. À entrada, um robô digitaliza a cara e a língua do cliente e sugere pratos. O texto não indica preços nem as marcas dos robôs, e diz que gerentes de Xangai e Ningbo visitaram o local para avaliar sistemas semelhantes.

Vídeo: canal ShanghaiEye. Incorporado do YouTube, com os créditos ao canal.

Um artigo de opinião brasileiro de julho de 2026 cita que a China teve 451 restaurantes a funcionar com robôs de cozinha em 2025. É um número de contexto, vindo de um texto de opinião, e não de um recenseamento oficial.

Vídeo: CCTV Video News Agency. Incorporado do YouTube, com os créditos ao canal.

Robôs cozinheiros nos Estados Unidos e na Europa

Fora da China, a aposta é diferente: em vez de substituírem o cozinheiro de wok, os robôs tendem a ficar com a tarefa mais repetitiva e perigosa da cozinha, a fritadeira.

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Foto: Syced / Wikimedia Commons / CC0

Miso Robotics e o Flippy

A Miso Robotics, da Califórnia, fabrica o Flippy, um braço robótico que frita batatas, anéis de cebola, frango e tacos. A versão mais recente, anunciada em janeiro de 2025, ocupa cerca de metade do espaço da anterior e instala-se em poucas horas. A empresa diz que processa cerca de 100 cestos por hora. O modelo de negócio é o aluguer: segundo o Restaurant Dive, a Miso indica um custo de cerca de 5.400 dólares por mês, o que dá cerca de 14,51 dólares por hora a 12 horas por dia e 7,25 dólares a 24 horas, e o próprio artigo nota que isto não é necessariamente mais barato do que contratar. A White Castle começou a testar o robô no final de 2024 e a Jack in the Box estava prevista como segunda cliente; em 2025, a Miso tinha o braço instalado em 13 restaurantes, segundo um documento entregue ao regulador americano.

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Imagem ilustrativa. Foto: Pexels

Vídeo: canal oficial Miso Robotics. Incorporado do YouTube, com os créditos ao canal.

Moley Robotics: o robô de cozinha para a casa de luxo

A Moley Robotics, britânica, vende uma cozinha com um braço robótico que segue receitas de uma base de dados. A Engadget, em outubro de 2024, testou o robô e indicou um preço de cerca de 80.000 libras (uns 105.000 dólares), que inclui a bancada, as prateleiras, o fogão e um tablet de controlo. Faz 8 a 10 doses por sessão, mas não descasca nem corta, não improvisa se faltar um ingrediente e, nessa altura, ainda não havia unidades instaladas. É, por isso, um produto de nicho, mais próximo de um brinquedo caro do que de uma solução para restaurantes.

Vídeo: canal oficial Moley Robotics. Incorporado do YouTube, com os créditos ao canal.

GoodBytz e outros

Na Alemanha, a GoodBytz desenvolve uma cozinha robótica que organiza os ingredientes, controla o tempo e a temperatura, mexe, monta os pratos e lava a loiça. Ganhou o Robotics Award 2026, no evento que antecede a Hannover Messe, em fevereiro de 2026, e foi pensada também para hospitais e universidades, onde o volume de refeições é regular.

Robôs que servem às mesas: Pudu, Keenon e Bear Robotics

Os robôs garçom são os mais fáceis de encontrar. Não cozinham e a maior parte também não anota pedidos: levam os pratos da cozinha à mesa e voltam com a loiça suja. Os restaurantes costumam combiná-los com pedidos por código QR ou aplicação.

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Foto: MIKI Yoshihito from Sapporo City,Hokkaido., JAPAN / Wikimedia Commons / CC BY 2.0
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Imagem ilustrativa. Foto: Pexels
Marca e modeloO que fazPreço indicativo
Pudu BellaBotQuatro tabuleiros até 40 kg, recolhe pratos e mostra uma cara animada no ecrã.Compra a partir de cerca de 15.900 dólares; aluguer a partir de 1.215 dólares por mês.
Pudu BellaBot ProVersão premium com ecrã de 10,1 polegadas e ecrã publicitário de 18,5 polegadas; até 11 horas de funcionamento com baterias trocáveis.Preço sob consulta.
Bear Robotics ServiDois tabuleiros e um depósito de loiça suja, volta sozinho quando fica vazio.Aluguer a partir de 750 dólares por mês.
Keenon (modelos garçom e concierge)Garçom com quatro tabuleiros de até 10 kg cada; modelo concierge com ecrã e armazenamento ventilado.No Brasil, compra de 100.000 a 500.000 reais; aluguer de 10.000 reais (o artigo não indica o período).
Fontes: ResDiary (preços em dólares, EUA), Marketeer (Beltrão Coelho, 12 de junho de 2026), Diário do Comércio (março de 2024, Brasil). Os preços variam por região e configuração.

Em termos gerais, os preços de aluguer vão de uns 750 a 1.500 dólares por mês e os de compra de uns 10.000 a 20.000 dólares, mas os modelos topo de gama e os preços locais podem ser bem diferentes.

Vídeo: canal oficial Pudu Robotics. Incorporado do YouTube, com os créditos ao canal.

E em Portugal e no Brasil?

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Imagem ilustrativa. Foto: Pexels

Portugal

  • BellaBot Pro à venda: a empresa portuguesa Beltrão Coelho lançou em junho de 2026 o robô da Pudu, indicado para escritórios, hospitais, clínicas, aeroportos e grandes superfícies. O artigo não indica preços nem restaurantes.
  • Estação Menina Bonita, em Lisboa: abriu em outubro de 2022 com dez robôs: um KettyBot que guia os clientes às mesas, seis BellaBots que levam comida e bebida e três robôs que levam loiça limpa e recolhem a suja. A notícia sublinhava que não se perderam empregos e que os robôs ajudavam os funcionários.
  • NorteShopping, em Matosinhos: em dezembro de 2021, a Sonae Sierra e a Pick-a-Buy lançaram um projeto-piloto, o Garçon@CookBook, em que um robô levava refeições de três restaurantes a cinco mesas, com pedido por código QR e pagamento por MB Way.
  • Charmie, na Universidade do Minho: um robô desenvolvido no laboratório de automação e robótica da universidade, que identifica clientes, recebe pedidos por voz e entrega com um braço robótico, mostrado em novembro de 2023.

Brasil

  • Keenon: a Quality Systems vende robôs garçom e concierge da Keenon no Brasil, que chegaram a Minas Gerais, segundo o Diário do Comércio em março de 2024.
  • Kratos Robotics: um robô garçom trabalha desde o final de 2025 no Grão do Vale, padaria e restaurante em Valinhos (região de Campinas), através da Energy Bot, segundo o Correio da Manhã de agosto de 2026. Leva pedidos, recolhe loiça e participa nos parabéns.
  • Robôs de cozinha: não encontrámos casos confirmados de robôs cozinheiros em restaurantes brasileiros ou portugueses. Os exemplos que existem são de entrega ao balcão ou à mesa.

Quanto custa na prática e quando compensa

Os números das fabricantes sugerem poupanças, mas convém ler com atenção. Um robô de wok de cerca de 60.000 yuan com um custo de funcionamento de 600 yuan por mês compara com salários de cozinheiros de 8.000 a 15.000 yuan por mês, e a Xianglu fala em recuperar o investimento em 12 a 15 meses. A Botinkit fala em menos 30% de custos de mão de obra e menos 10% de desperdício. Mas estas são afirmações das próprias empresas.

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Foto: Vieinrose / Wikimedia Commons / CC0
  • A preparação continua a ser humana. Em muitos sistemas chineses, os funcionários continuam a deitar nos woks os ingredientes já cortados e porcionados, que são preparados noutro lado.
  • A adoção ainda é baixa. Uma análise de setembro de 2026 aponta menos de 2% das cozinhas chinesas com robôs, e preços de 10.000 a 50.000 yuan nos modelos correntes e acima de 100.000 yuan nos topo de gama.
  • Alugar nem sempre sai mais barato. No caso do Flippy, o próprio Restaurant Dive notou que 5.400 dólares por mês não é necessariamente inferior a um salário, sobretudo se o robô trabalhar poucas horas.
  • O prato precisa de ser repetitivo. Fritar, saltear e montar tigelas funciona bem; improvisar, adaptar e cozinhar de forma criativa continua a ser trabalho de pessoas.

E os empregos?

É a pergunta que todos fazem. Em Lisboa, o restaurante com dez robôs disse que ninguém perdeu o emprego e que os robôs serviam para aliviar tarefas. Na China, as cadeias dizem o contrário: o motivo para investir é poupar salários. A evidência é mista e, por enquanto, os robôs ficam sobretudo com tarefas repetitivas, o que muda o que cada pessoa faz, mas ainda não elimina a equipa. Para um enquadramento mais amplo, lê o nosso artigo sobre se os robôs vão tirar o teu emprego.

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Foto: N509FZ / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0

Perguntas frequentes

Quanto custa um robô cozinheiro?

Depende do tipo. Uma máquina chinesa de wok custa cerca de 50.000 a 60.000 yuan (entre 7.000 e 8.400 dólares aproximadamente). O Flippy é alugado por cerca de 5.400 dólares por mês. A cozinha da Moley custa cerca de 105.000 dólares. A OakDeer não divulga preços.

O robô do vídeo é da OakDeer?

Tem o logótipo 橡鹿机器人 no peito, que corresponde à OakDeer (Xianglu). O modelo exato e o preço não estão confirmados nas fontes que consultámos.

Os robôs já cozinham em restaurantes em Portugal?

Não encontrámos casos confirmados. Em Portugal há robôs que servem às mesas, como no restaurante de Lisboa e no centro comercial de Matosinhos, e um robô experimental na Universidade do Minho.

Qual é a diferença entre robô cozinheiro e robô garçom?

O cozinheiro prepara a comida: salteia, frita, mexe. O garçom leva os pratos às mesas e recolhe a loiça. Os garçons são mais baratos, mais comuns e já circulam em Portugal e no Brasil.

Estes robôs são humanoides?

Quase nunca. A maioria dos robôs de cozinha é uma máquina fixa ou um braço, e os de serviço são pequenos veículos com tabuleiros. O humanoide do vídeo é mais uma demonstração do que a norma.

Um robô cozinha melhor do que uma pessoa?

Cozinha de forma mais constante nas tarefas repetitivas, mas não improvisa. A própria Engadget notou que a cozinha da Moley não descasca nem corta e que não se adapta se faltar um ingrediente.

Vale a pena para um restaurante pequeno?

Só com volume alto e pratos repetitivos. Sem esse volume, o aluguer ou a compra podem não compensar, e os dados de poupança são das próprias empresas.

Fontes: IT之家 (Xianglu Robotics, 23 de agosto de 2026); Futurism (OakDeer, agosto de 2026); drezzed/KrASIA (T-chef, novembro de 2025, e análise de setembro de 2026); The Star/China Daily (robôs de cozinha na China, 23 de agosto de 2025); South China Morning Post (Botinkit, novembro de 2024); Global Times (restaurante de Hangzhou, 6 de fevereiro de 2026); Restaurant Dive (Miso Robotics Flippy, janeiro de 2025); Engadget (Moley Robotics, 17 de outubro de 2024); ResDiary (preços de robôs garçom); Marketeer (Beltrão Coelho e BellaBot Pro, 12 de junho de 2026); Echo Boomer (Estação Menina Bonita, 2022, e Garçon@CookBook, 2021); Pplware (Charmie, 2023); Diário do Comércio (Keenon no Brasil, março de 2024); Correio da Manhã (Kratos Robotics, agosto de 2026); Mercado&Consumo (artigo de opinião, 21 de julho de 2026). Consultadas a 29 de outubro de 2026. Os preços e as cifras de poupança mudam depressa e muitos são das próprias empresas; confirma sempre com o fabricante.

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